BELMIRO BARBOSA DE ALMEIDA (1858 - 1935)

Pintor, caricaturista, escultor e professor brasileiro nascido em Serro, MG, autor da curiosa imagem de um garoto urinando que, plantada no recanto do Mourisco, na praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, tornou-se famosa como o Manequinho. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, RJ (1869), na Academia Imperial de Belas Artes, RJ (1874), instituições onde se tornaria professor e onde foi discípulo de Sousa Lobo, Agostinho da Mota e Zeferino da Costa. Fundou seu próprio jornal Rataplan (1886) e aperfeiçoou seus conhecimentos na Europa, onde esteve várias vezes e teve por professor o pintor Lefebvre na École de Beaux Arts e Académie Julien, Paris (1888). Criou as primeiras pinturas pontilhistas na Itália (1892) e fundou um novo jornal: João Minhoca (1901). Morou por quase cinco anos em Paris, após a primeira guerra (1914-1918). Aluno distintíssimo, desenhista de primeira ordem, como colorista fino e dedicado e possuidor de uma arte de incontestável cunho original, alcançou inúmeros prêmios. Com o pseudônimo de Bel, atuou por longos anos como caricaturista na imprensa. A tela Arrufos (1887), considerada sua obra-prima, encontra-se no Museu Nacional de Belas-Artes, no Rio de Janeiro, junto com obras como A Tagarela, Idílio campestre e Dame à la rose (1906). Fez também, em Bruxelas, uma réplica de sua famosa escultura brasileira, o Maneken-Piss. No fim da vida aderiu a inovações que convergiram para a arte moderna e morreu em Paris. Em Mulher em círculos (1921), compôs uma pintura em moldes futuristas. Foi premiado com Menção Honrosa, Medalha de Prata e Medalha de Ouro nos concursos da Academia (1874/75/76/77/78/80/84) e recebeu uma Medalha de Ouro por serviços prestados ao Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e à Exposição Geral de Belas Artes, RJ (1921). Foi membro do Conselho Superior de Belas Artes (1915-1925) e, sobre ele, José Maria dos Reis Junior publicou o livro Belmiro de Almeida (1858-1935), Rio de Janeiro, Edições Pinakotheke (1984).

Apesar de manter um trabalho ligado à reprodução da realidade e das cenas do cotidiano que presenciava, Belmiro de Almeida também foi um artista inovador. Mesmo adepto à uma produção conservadora, o pintor diversificava seus estudos através do contato com a ilustração de revistas e jornais e com o Impressionismo.

Sua obra está calcado nos tipos humanos e nas paisagens. Pessoas detalhadamente representadas através de linhas e formas firmes e fiéis. Paisagens eternizadas na tela, presas num momento atemporal que garante que sua beleza vai estar disponível ao olhar de todos.

É preciso seguir em frente

Sabendo que as tendências artísticas mudam e se renovam, Belmiro de Almeida fez questão de estar ciente dos novos rumos da arte. Conheceu o movimento impressionista na Europa e começou a praticar a técnica pontilhista que compõe parte de seus quadros. A partir dessas experiências, a cor começa a fluir com mais diversidade e segurança por suas peças, percebendo as variações cromáticas presentes em cada cena pintada.

Assim, embora tenha vivido num ambiente no qual o academicismo era imperante, Belmiro de Almeida entendeu que a mudança constitui uma das maravilhas da expressão artística e desejou estar perto dela para usufruir de suas vantagens e aprimoramentos.

Ficha Técnica:

Nasceu em 25 de maio de 1858 em Serro, Minas Gerais.
Estudou belas artes no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e na Academia Imperial de Belas Artes.
Participou ilustrando os jornais O Binóculo e Diabo da Meia Noite em 1881.
Fundou seu jornal – Rataplan – em 1886.
Começou a desenvolver sua técnica pontilhista a partir de 1892, na Itália.
Participou da Exposição Geral de Belas Artes em 1898, 1900, 1905, 1906, 1907 e 1909.
Em 1917, expôs individualmente na Galeria Jorge, Rio de Janeiro.
Recebeu a medalha de ouro da Exposição Geral de Belas Artes em 1921.
Morreu em 12 de junho de 1935 em Paris.

Fonte de pesquisa: Itau Cultural

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